Política Internacional·3 min de leitura·Autor: Koreabw AI Desk

Coreia do Sul e EUA prometem coordenação mais estreita sobre a Coreia do Norte

O chanceler sul-coreano Cho Hyun e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, concordaram por telefone em reforçar a coordenação sobre a Coreia do Norte, em meio a atritos por exercícios militares, o Irã e o comércio.

Atualizado em: 25 de ago. de 2026, 18:05 GMT-3
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O chanceler sul-coreano Cho Hyun e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, concordaram por telefone em reforçar a coordenação sobre a Coreia do Norte, em meio a atritos por exercícios militares, o Irã e o comércio.

O chanceler sul-coreano Cho Hyun e o secretário de Estado americano Marco Rubio conversaram por telefone na noite de segunda-feira e concordaram em manter uma coordenação estreita sobre a Coreia do Norte, informou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul. A ligação ocorreu em um momento delicado para a aliança de décadas entre os dois países, que vem lidando com divergências recentes sobre exercícios militares conjuntos, a crise no Oriente Médio e negociações comerciais.

Segundo o ministério, os dois diplomatas se comprometeram a manter comunicação constante para garantir a paz na Península Coreana e, eventualmente, resolver o impasse nuclear com Pyongyang, preservando ao mesmo tempo a postura de defesa combinada entre os dois países. A conversa aconteceu após o presidente Donald Trump ter ordenado, de forma inesperada na semana passada, a redução do exercício anual Ulchi Freedom Shield, alegando custos elevados e afirmando que as manobras enviavam um sinal "inadequado e hostil" ao Norte. Cho disse a Rubio que Seul fará o possível para que o gesto de Trump resulte na retomada do diálogo entre Coreia do Norte e Estados Unidos.

Chamou atenção o fato de que o comunicado oficial sul-coreano sobre a ligação não mencionou diretamente a desnuclearização, o que gerou questionamentos da imprensa. O porta-voz do ministério, Park Doo-soon, esclareceu na terça-feira que o tema foi, sim, discutido, reafirmando que os dois países mantêm o compromisso com a "paz e estabilidade na Península Coreana" e com a desnuclearização do Norte. Ainda assim, a formulação evidenciou uma mudança sutil na postura de Seul: o presidente Lee Jae Myung tem evitado tratar a desnuclearização como pré-condição para negociações, preferindo uma estratégia gradual que comece pelo congelamento do programa nuclear norte-coreano antes de avançar para uma redução mais ampla das tensões.

Essa abordagem tem gerado desconforto entre setores da oposição sul-coreana e analistas de política externa, que temem que a aproximação direta de Washington com Pyongyang possa deixar Seul à margem de um eventual acordo — um pacto que talvez não reflita plenamente os interesses de segurança da Coreia do Sul. Trump afirmou esperar se encontrar com o líder norte-coreano Kim Jong Un ainda este ano e alegou que o país possui 57 armas nucleares "muito poderosas", o que aumenta ainda mais a importância de um alinhamento de discurso entre os aliados.

O porta-voz Park rebateu a ideia de que o papel da Coreia do Sul estaria diminuído, descrevendo o país como facilitador e, ao mesmo tempo, parte diretamente interessada na busca por uma paz duradoura na península. Ele afirmou que os dois governos estão coordenando ações "em todos os níveis" enquanto Seul pressiona pela retomada das negociações entre Coreia do Norte e Estados Unidos.

Além da questão norte-coreana, Cho e Rubio também abordaram a deterioração da situação de segurança no Oriente Médio, outro ponto de tensão depois que Trump acusou Seul, na semana passada, de hesitar em ajudar a proteger a navegação no Estreito de Ormuz em meio ao confronto com o Irã. Segundo o ministério, Rubio atualizou Cho sobre os acontecimentos na região, enquanto o chanceler sul-coreano reafirmou a intenção de seu país de contribuir de forma substancial para restabelecer a livre passagem pelo estreito. Os dois chanceleres também discutiram tarifas, investimentos e cooperação em segurança, concordando em buscar resultados descritos por Seul como mutuamente benéficos, além de combinarem um encontro presencial em breve. Já o resumo divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA foi bem mais sucinto: o porta-voz Tommy Pigott disse apenas que Rubio destacou a necessidade de os dois países manterem coordenação estreita em assuntos ligados à aliança.

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