
China e Coreia do Sul se preparam para cúpula de líderes à margem da APEC em Shenzhen
Pequim e Seul estão preparando uma cúpula bilateral entre seus líderes em torno da reunião da APEC deste ano em Shenzhen, com comércio, cadeias de suprimentos e segurança regional dominando a pauta esperada.
Pequim e Seul estão preparando uma cúpula bilateral entre seus líderes em torno da reunião da APEC deste ano em Shenzhen, com comércio, cadeias de suprimentos e segurança regional dominando a pauta esperada.
China e Coreia do Sul caminham para uma cúpula de líderes prevista para acontecer em torno do encontro da APEC em Shenzhen ainda este ano, segundo uma prévia publicada pelo China-Global South Project. O relatório descreve o encontro esperado como um teste importante de como os dois vizinhos pretendem administrar uma relação marcada por anos de atritos envolvendo comércio, tecnologia e segurança regional.
Shenzhen foi designada como a cidade-sede deste ano do fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, e a temporada de cúpulas deve atrair uma série de líderes mundiais ao sul da China, incluindo o presidente sul-coreano Lee Jae-myung. Um encontro bilateral com o presidente chinês Xi Jinping à margem do evento multilateral marcaria uma das trocas diplomáticas mais observadas do ano entre os dois governos.
Segundo a prévia, o que está em jogo vai muito além do protocolo. Seul vem tentando equilibrar cuidadosamente seus compromissos de aliança com Washington e sua profunda interdependência econômica com Pequim, seu maior parceiro comercial. Analistas citados no relatório sugerem que a cúpula pode se tornar um espaço para discutir cooperação em cadeias de suprimentos em setores como semicondutores e baterias, mesmo com os dois lados lidando com pressões concorrentes da rivalidade mais ampla entre Estados Unidos e China.
O relatório também situa o encontro em um contexto regional mais amplo, observando que a China tem buscado usar eventos diplomáticos de alto nível para projetar estabilidade e abertura a seus vizinhos em um momento de tensão geopolítica crescente no Indo-Pacífico. Para a Coreia do Sul, a cúpula representa uma oportunidade de recalibrar os laços com Pequim após um período de relações mais frias, ao mesmo tempo em que administra temas sensíveis, como a política em relação à Coreia do Norte e a arquitetura de segurança regional.
Nenhuma agenda formal foi confirmada publicamente por nenhum dos dois governos, e autoridades em Seul e Pequim não detalharam resultados específicos esperados do encontro. A prévia destaca que boa parte do trabalho diplomático de bastidores deve ocorrer por canais de nível técnico nas semanas que antecedem a reunião da APEC, preparando o terreno para o que pode ser um encontro de líderes bastante relevante.
Observadores afirmam que o resultado será acompanhado de perto como um sinal do rumo das relações entre China e Coreia do Sul, em um momento em que ambos os países enfrentam pressão para definir suas posições em meio à intensificação da disputa entre grandes potências. Produzindo acordos concretos ou permanecendo em grande parte simbólico, o encontro deve moldar o tom dos laços bilaterais para o próximo ano.
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