Política Internacional·2 min de leitura·Autor: Koreabw AI Desk

Chanceler chinês Wang Yi busca aproximar Seul de Pequim em meio a atritos com os EUA

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, visitou Seul nesta semana defendendo que a Coreia do Sul mantenha laços equilibrados com Pequim e Washington, enquanto o presidente Lee Jae-myung sinalizou interesse em estreitar relações com a China em meio a tensões na aliança com os Estados Unidos.

Atualizado em: 23 de ago. de 2026, 12:02 GMT-3
Compartilharfin
Koreabw AI

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, visitou Seul nesta semana defendendo que a Coreia do Sul mantenha laços equilibrados com Pequim e Washington, enquanto o presidente Lee Jae-myung sinalizou interesse em estreitar relações com a China em meio a tensões na aliança com os Estados Unidos.

O chanceler chinês Wang Yi encerrou uma visita de dois dias a Seul deixando uma mensagem clara: a Coreia do Sul deveria buscar o que Pequim chama de "autonomia estratégica genuína", em vez de se alinhar demais a uma única potência. A viagem, que incluiu encontros com o ministro das Relações Exteriores Cho Hyun, o conselheiro de segurança nacional Wi Sung-lac e o presidente Lee Jae-myung, ocorre em um momento de visível tensão na relação entre Seul e Washington.

Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang disse a Wi que Pequim espera que a Coreia do Sul desenvolva relações com grandes potências, como China e Estados Unidos, de forma paralela, sem tratar os dois vínculos como excludentes. Ele enquadrou o apelo em torno da ideia de evitar o que chamou de "confronto de blocos", discurso que reflete o esforço chinês de longa data para afrouxar o alinhamento sul-coreano com a estratégia regional de Washington.

Wang também tratou diretamente da questão norte-coreana, argumentando que uma paz duradoura na península depende de enfrentar as causas profundas da tensão e de Washington abrandar o que descreveu como postura hostil em relação a Pyongyang. Segundo ele, a China deseja ver passos que reativem o diálogo e reconstruam a confiança entre as partes, com o objetivo final de substituir o armistício, vigente há décadas, por um acordo de paz formal.

Já o presidente Lee adotou um tom notavelmente cordial em seu encontro com Wang, afirmando que pretende aproveitar a próxima cúpula de líderes da APEC, no sul da China, para elevar as relações bilaterais a um novo patamar. A declaração sugere que o governo de Lee enxerga o encontro como uma oportunidade para uma aproximação mais visível com Pequim, mesmo enquanto administra a aliança de segurança com os Estados Unidos.

A visita ocorreu em meio a um clima de incerteza nos laços entre Seul e Washington, incluindo relatos de que o presidente Donald Trump pressionou o Pentágono a reduzir os exercícios militares conjuntos com as forças sul-coreanas. Essa mudança tem alimentado dúvidas em Seul sobre a durabilidade dos compromissos de segurança dos EUA, abrindo uma brecha que Pequim parece disposta a explorar por meio de uma nova aproximação diplomática.

Analistas veem a visita de Wang a Seul como parte de um esforço chinês mais amplo para remodelar a dinâmica regional em um momento de instabilidade na política externa americana, posicionando Pequim como um parceiro estável enquanto a gestão da aliança por Washington parece menos previsível. Ainda assim, uma aproximação substancial do governo Lee com a China deve depender de como evoluírem o impasse com a Coreia do Norte e a aliança com os Estados Unidos nos próximos meses.

Onde importa

CNKRUSKP
TagsWang YiLee Jae-myungChina-South Korea relationsstrategic autonomyUS-South Korea allianceNorth KoreaAPEC summitdiplomacy

Cobertura relacionada