Coreia do Norte·2 min de leitura·Autor: Koreabw AI Desk

Cúpula EUA-Coreia do Norte pode ocorrer 'a qualquer momento', diz espionagem sul-coreana

O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul avaliou que uma nova cúpula entre Trump e Kim pode acontecer a qualquer momento, citando 'sinais de diálogo' mesmo sem contato confirmado entre Washington e Pyongyang.

Atualizado em: 02 de set. de 2026, 09:02 GMT-3
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O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul avaliou que uma nova cúpula entre Trump e Kim pode acontecer a qualquer momento, citando 'sinais de diálogo' mesmo sem contato confirmado entre Washington e Pyongyang.

O Serviço Nacional de Inteligência (NIS) da Coreia do Sul informou ao parlamento que uma nova cúpula entre o presidente americano Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un pode ocorrer a qualquer momento, segundo o deputado Youn Kun-young, que falou à imprensa após uma sessão fechada nesta terça-feira.

Segundo Youn, a agência baseou sua avaliação em "sinais de diálogo" não especificados entre Washington e Pyongyang, embora não tenha conseguido apontar nenhum contato direto confirmado entre os dois governos. A Coreia do Norte ainda não reconheceu publicamente qualquer aproximação da administração Trump.

A avaliação surge após declarações de Trump no mês passado, quando disse pretender se encontrar novamente com Kim ainda este ano e destacou a importância de manter boas relações com o líder norte-coreano. Trump também mencionou que a Coreia do Norte possui atualmente 57 armas nucleares "muito poderosas", ressaltando o peso de qualquer nova aproximação diplomática.

A resposta pública de Pyongyang tem sido discreta. A mídia estatal norte-coreana afirmou que Kim guarda "boas lembranças e sentimentos" em relação a Trump e descreveu a relação pessoal entre os dois líderes como ainda "excelente", mas não confirmou planos concretos para negociações nem respondeu diretamente às sinalizações do presidente americano.

Os sinais diplomáticos surgem em meio a tensões contínuas na península. A decisão de Washington de reduzir exercícios militares conjuntos com Seul em agosto provocou reação dura de Kim Yo-jong, influente irmã do líder norte-coreano, que classificou a medida como um "castigo merecido" para a Coreia do Sul. Horas após as declarações de Trump sobre se dar bem com Kim, a Coreia do Norte disparou mais de dez mísseis balísticos de curto alcance.

Analistas seguem céticos quanto à real iminência de negociações. Yang Moo-jin, ex-reitor da Universidade de Estudos Norte-Coreanos, avalia que Pyongyang, fortalecida por seus laços cada vez mais estreitos com a Rússia em meio à guerra na Ucrânia, tem hoje pouco incentivo para buscar diálogo com Washington. O presidente sul-coreano Lee Jae-myung adotou uma postura mais conciliadora com o Norte desde que assumiu o cargo em meados de 2025, mas Pyongyang rejeitou suas aproximações, classificando Seul como seu inimigo "mais hostil".

Trump realizou três cúpulas com Kim durante seu primeiro mandato, incluindo um encontro histórico na Zona Desmilitarizada, mas nenhuma resultou em um acordo duradouro de desnuclearização. Desde então, ele afirmou permanecer aberto a um novo encontro com Kim e chegou a descrever a Coreia do Norte no ano passado como "uma espécie de potência nuclear", uma ruptura marcante com décadas de política oficial americana.

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