Kim Jong Un vai a Pequim para desfile militar do fim da 2ª Guerra Mundial
O líder norte-coreano Kim Jong Un planeja visitar Pequim para participar do desfile militar de 3 de setembro que marca os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, ao lado de líderes da Rússia e Belarus, sem representantes ocidentais esperados.
O líder norte-coreano Kim Jong Un planeja visitar Pequim para participar do desfile militar de 3 de setembro que marca os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, ao lado de líderes da Rússia e Belarus, sem representantes ocidentais esperados.
O líder norte-coreano Kim Jong Un planeja viajar a Pequim para participar de um desfile militar em 3 de setembro que comemora o fim da Segunda Guerra Mundial, segundo reportagem. A viagem marcaria uma das raras aparições de Kim no cenário internacional junto a outros chefes de Estado.
O desfile será organizado pelo presidente chinês Xi Jinping e deve reunir líderes como o presidente russo Vladimir Putin e o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko. Chama atenção a ausência de altos representantes da América do Norte ou da Europa na lista de convidados, o que evidencia as divisões políticas que o evento tende a expor.
Analistas afirmam que o encontro carrega forte carga simbólica, apresentando-se como uma demonstração de unidade entre países que se posicionam em contraste com a ordem internacional liderada pelo Ocidente. Para Kim, aparecer publicamente ao lado de Xi e Putin seria um gesto visual marcante do aprofundamento do alinhamento norte-coreano com Pequim e Moscou.
A visita ocorreria em um momento de cooperação intensificada entre Pyongyang e Moscou, especialmente desde que a Coreia do Norte começou a fornecer tropas e armamentos para apoiar o esforço de guerra russo na Ucrânia. Já a China permanece como o maior parceiro comercial da Coreia do Norte e sua principal apoiadora diplomática, ainda que busque equilibrar essa relação com seus próprios interesses estratégicos.
Kim raramente viaja ao exterior, e aparições conjuntas com Xi e Putin em um único evento seriam incomuns mesmo considerando a recente aproximação diplomática de Pyongyang. Um momento como esse ofereceria um raro registro visível da relação trilateral que vem se formando nos últimos dois anos.
O desfile de 3 de setembro, que marca 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, deve funcionar menos como uma comemoração histórica e mais como uma declaração geopolítica, ilustrando como o legado da guerra está sendo usado por Pequim, Moscou e Pyongyang para projetar uma narrativa comum de oposição à influência ocidental.
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