
Imagens de satélite mostram nova atividade na base naval de Munchon, na Coreia do Norte
Novas imagens de satélite revelam que as obras foram retomadas na base naval de Munchon, na costa leste da Coreia do Norte, projeto que ficou parado por anos, após Kim Jong Un reclamar da falta de infraestrutura naval moderna.
Novas imagens de satélite revelam que as obras foram retomadas na base naval de Munchon, na costa leste da Coreia do Norte, projeto que ficou parado por anos, após Kim Jong Un reclamar da falta de infraestrutura naval moderna.
Imagens de satélite comerciais analisadas pela NK News mostram atividade recente de construção em Munchon, base naval localizada na costa leste da Coreia do Norte, na província de Kangwon, cuja expansão havia ficado praticamente parada por anos. A retomada das obras é um dos sinais mais claros até agora de que Pyongyang busca construir a infraestrutura portuária moderna necessária para sustentar sua frota crescente de navios de guerra maiores e submarinos.
O projeto havia sido paralisado por falta de recursos e materiais, mas analistas dizem que o momento da retomada não é coincidência. Kim Jong Un tem reclamado repetidamente que as bases navais do país estão atrasadas em relação à sofisticação dos navios que deseja construir, e as autoridades parecem estar respondendo com melhorias em docas, píeres e instalações de apoio necessárias para atender uma frota de nova geração.
A movimentação em Munchon ocorre em meio a um período de avanço rápido, ainda que irregular, das ambições navais norte-coreanas. Kim supervisionou a entrada em serviço de um contratorpedeiro de 5.000 toneladas equipado com mísseis guiados, o maior e mais armado navio de superfície do país até hoje, depois que uma tentativa anterior de lançar um navio irmão terminou em um acidente de capotamento amplamente divulgado, posteriormente reparado. Um segundo navio da mesma classe já foi flagrado realizando testes de armas na costa leste, incluindo aparentes lançamentos de mísseis de cruzeiro a partir de células de lançamento vertical.
A localização de Munchon confere à base um valor estratégico que vai além de uma simples modernização de estaleiro. A base fica em um trecho do litoral que a Coreia do Norte já usou no passado para testes de mísseis balísticos lançados por submarinos, e analistas acreditam que uma instalação ampliada poderia, eventualmente, dar suporte tanto a submarinos maiores quanto aos contratorpedeiros que agora entram em serviço, estreitando a ligação entre os programas naval e de mísseis do regime.
O ritmo e a escala da construção ainda estão aquém do que seria necessário para modernizar totalmente a envelhecida marinha norte-coreana, e não está claro quão rapidamente Pyongyang conseguirá sustentar essa expansão diante de sua capacidade industrial limitada. Ainda assim, a retomada das obras em Munchon se soma a uma série de desenvolvimentos — da entrada em serviço do contratorpedeiro à ampliação dos estaleiros de Nampho e Sinpo — que indicam que o poder naval vem se tornando uma prioridade crescente para Kim, à medida que busca projetar força nas duas costas do país.
Autoridades de defesa da Coreia do Sul e dos Estados Unidos devem monitorar de perto o local nos próximos meses, já que a continuidade das obras pode indicar com que rapidez a Coreia do Norte pretende colocar em serviço novos navios de superfície de grande porte ou classes mais modernas de submarinos.
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