
Lee propõe diálogo com Coreia do Norte para encerrar oficialmente a Guerra da Coreia e frear programa nuclear
O presidente sul-coreano Lee Jae Myung propôs que as duas Coreias iniciem negociações para encerrar formalmente a Guerra da Coreia e buscar formas práticas de conter o avanço nuclear de Pyongyang, em discurso pelo Dia da Libertação.
O presidente sul-coreano Lee Jae Myung propôs que as duas Coreias iniciem negociações para encerrar formalmente a Guerra da Coreia e buscar formas práticas de conter o avanço nuclear de Pyongyang, em discurso pelo Dia da Libertação.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, propôs neste sábado que as duas Coreias iniciem conversas para encerrar oficialmente a Guerra da Coreia e discutir formas práticas de conter o avanço do programa nuclear norte-coreano, ao mesmo tempo em que se comprometeu a buscar um regime de paz duradouro na península.
A proposta foi apresentada em discurso durante cerimônia em Seul que marcou o 81º aniversário da libertação da Coreia do domínio colonial japonês. Lee pediu que as duas Coreias, como "partes diretamente envolvidas", deixem de lado as ameaças mútuas e comecem negociações para encerrar um conflito que, tecnicamente, nunca chegou ao fim. A Guerra da Coreia (1950-1953) terminou apenas com um armistício, e não com um tratado de paz, mantendo as duas Coreias em estado de guerra não resolvido há mais de sete décadas.
Segundo o presidente, esse diálogo também poderia incluir "formas eficazes de conter o avanço das capacidades nucleares do Norte", associando a busca por um tratado de paz a medidas concretas de desnuclearização, em vez de tratá-las como agendas separadas.
Lee afirmou esperar que as duas Coreias possam "sentar-se frente a frente pela coexistência pacífica e crescimento mútuo", pedindo que ambos os lados reduzam a hostilidade em suas percepções, normas e sistemas. Ele também destacou a necessidade de um "sistema de segurança em múltiplas camadas" para administrar tensões e prevenir crises, prometendo medidas preventivas e consistentes em prol da paz conforme a situação de segurança evoluir.
A iniciativa ocorre mesmo com a Coreia do Norte permanecendo sem resposta a diversos gestos conciliatórios de Seul desde que Lee assumiu o cargo, em junho do ano passado, quando já havia se comprometido a respeitar o sistema político norte-coreano e a descartar qualquer política de unificação por absorção. Apesar do silêncio de Pyongyang, Lee disse que buscará "transformar a energia da hostilidade e do confronto em impulso para a coexistência pacífica", argumentando que a paz na península também poderia ajudar a estabilizar o Nordeste Asiático e contribuir para os esforços globais por um mundo livre de armas nucleares.
No mesmo discurso, Lee mencionou a melhora nas relações entre Coreia do Sul e Japão, destacando um ano de intensa diplomacia de "shuttle" entre os dois países, que segundo ele fortaleceu a confiança e ampliou a cooperação em cadeias de suprimento, energia e tecnologia avançada. Ele também reafirmou planos de posicionar a Coreia do Sul como líder global em tecnologia avançada e de investigar e confiscar bens acumulados indevidamente por colaboradores da administração colonial japonesa.
Cerca de 3.000 pessoas participaram da cerimônia no Sejong Center, em Seul, incluindo veteranos do movimento pela independência e seus familiares, autoridades do governo e do partido no poder, embaixadores estrangeiros e cidadãos.
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