
Samsung Biologics defende emissão de ações de 3 trilhões de wons como melhor opção frente à dívida
A Samsung Biologics disse a acionistas que sua emissão de ações de cerca de 3 trilhões de wons é a forma mais eficiente de financiar a aquisição da Polypeptide Group e planos de expansão, evitando um salto no endividamento diante de investimentos de 15,4 trilhões de wons até 2034.
A Samsung Biologics disse a acionistas que sua emissão de ações de cerca de 3 trilhões de wons é a forma mais eficiente de financiar a aquisição da Polypeptide Group e planos de expansão, evitando um salto no endividamento diante de investimentos de 15,4 trilhões de wons até 2034.
A Samsung Biologics realizou, em 3 de setembro, uma teleconferência online para acionistas minoritários a fim de justificar sua decisão de captar cerca de 3 trilhões de wons (US$ 2,2 bilhões) por meio de uma emissão de ações com direito de subscrição. A empresa afirmou que a medida foi uma escolha financeira deliberada, e não um sinal de fragilidade.
O vice-presidente Yoo Seung-ho disse aos acionistas que a operação foi estruturada para permitir que a empresa "avance com os investimentos planejados sem interrupções", descrevendo-a como uma forma de manter flexibilidade em um setor de desenvolvimento e manufatura por contrato (CDMO) que muda rapidamente.
Segundo a companhia, cerca de 2,7 trilhões de wons dos recursos serão destinados à aquisição da Polypeptide Group, especialista suíça em CDMO de peptídeos anunciada em julho, enquanto os aproximadamente 295 bilhões de wons restantes financiarão a construção de um segundo bio campus em Songdo, Incheon.
Essa captação é apenas parte de um plano de investimentos muito maior. A Samsung Biologics projeta investimentos de médio e longo prazo totalizando 15,4 trilhões de wons até 2034, incluindo a aquisição da Polypeptide, a expansão das Plantas 6 e 7, a construção de um terceiro bio campus e a ampliação da produção nos Estados Unidos. O caixa disponível da empresa era de cerca de 2,2 trilhões de wons no fim do primeiro semestre, valor bem inferior ao necessário para todo o plano.
Yoo afirmou que a empresa avaliou empréstimos e emissão de debêntures, mas concluiu que a emissão de ações era mais adequada dado o perfil do negócio de CDMO, que exige gastos elevados antecipados antes de gerar retorno. Segundo ele, recorrer à dívida poderia elevar o índice de endividamento de cerca de 50% para até 80%, enquanto a emissão de ações preserva a estabilidade financeira e distribui o custo entre os acionistas ordinários.
O executivo também apresentou uma estratégia de "expansão em três eixos", abrangendo capacidade, portfólio e presença geográfica. Em Songdo, as plantas seis a oito serão construídas em fases, elevando a capacidade global de produção de anticorpos para 1,385 milhão de litros. Já a aquisição da Polypeptide amplia o portfólio da empresa, que passa a incluir peptídeos, mRNA e conjugados anticorpo-fármaco (ADC), permitindo atender clientes no mercado de rápido crescimento de medicamentos para obesidade da classe GLP-1 com serviços combinados de anticorpos e peptídeos.
Sobre futuras aquisições, Yoo disse que a empresa continua avaliando oportunidades estratégicas e novos locais no exterior, mas não há, por ora, planos de uma nova emissão de ações, com prioridade de curto prazo para concluir a transação da Polypeptide e integrar o negócio.
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