Coreia do Norte·2 min de leitura·Autor: Koreabw AI Desk

Coreia do Norte aprofunda laços com China e Rússia em meio a realinhamento regional

Pyongyang recebeu uma delegação chinesa de alto nível pelos 65 anos do tratado de amizade com Pequim e enviou a chanceler Choe Son Hui a Moscou, buscando equilibrar suas relações com os dois principais parceiros.

Atualizado em: 20 de jul. de 2026, 11:04 GMT-3
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Pyongyang recebeu uma delegação chinesa de alto nível pelos 65 anos do tratado de amizade com Pequim e enviou a chanceler Choe Son Hui a Moscou, buscando equilibrar suas relações com os dois principais parceiros.

A Coreia do Norte tem intensificado sua aproximação diplomática tanto com a China quanto com a Rússia, recebendo uma delegação chinesa de alto nível para marcar o 65º aniversário do tratado de amizade sino-norte-coreano, ao mesmo tempo em que enviou a chanceler Choe Son Hui a Moscou a convite de seu homólogo russo, Sergei Lavrov.

Segundo a mídia estatal norte-coreana, Choe deixou Pyongyang em um avião governamental no fim de semana para o que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia descreveu como uma visita oficial. Trata-se de sua primeira viagem à Rússia em cerca de nove meses e do primeiro grande intercâmbio de alto nível entre os dois países desde que Pyongyang inaugurou, em abril, um memorial em homenagem às tropas enviadas para apoiar o esforço de guerra russo.

Analistas destacam que o momento da viagem chama atenção por não estar vinculado a nenhuma cúpula ou aniversário previamente agendado, o que alimenta especulações de que Choe possa estar preparando o terreno para uma visita do líder norte-coreano Kim Jong Un à Rússia. O presidente russo Vladimir Putin teria convidado Kim durante a cúpula de junho de 2024 e novamente este ano, à margem de eventos na China que marcaram o fim da Segunda Guerra Mundial na Ásia.

Já em relação à China, os laços parecem estar se recuperando rapidamente em torno do aniversário do tratado. Kim e o presidente chinês Xi Jinping trocaram mensagens, e Wang Huning, presidente do principal órgão consultivo político da China, liderou uma delegação a Pyongyang que incluiu uma visita ao complexo turístico costeiro de Wonsan Kalma, um dos projetos de desenvolvimento prioritários de Kim. Especialistas acreditam que a visita pode indicar conversas sobre a atração de um número maior de turistas chineses ao local, uma via que poderia sustentar a economia norte-coreana sem violar diretamente as sanções da ONU.

Park Won-gon, professor de estudos norte-coreanos na Universidade Feminina Ewha, afirmou que é mais fácil para Pyongyang exibir conquistas diplomáticas do que econômicas, sugerindo que uma visita de Xi seguida de uma viagem de Kim à Rússia seria apresentada internamente como grandes feitos. Ele acrescentou que a cooperação trilateral prática entre Coreia do Norte, China e Rússia não avançou de forma consistente, embora um projeto conjunto de desenvolvimento ao longo do rio Tumen possa se tornar um canal viável.

Apesar da intensa movimentação, analistas alertam contra interpretar essas ações como evidência de uma aliança trilateral formal, observando que os vínculos de Pyongyang com Pequim e Moscou permanecem, em grande parte, separados e motivados por interesses distintos. Ainda assim, o engajamento reforça o esforço da Coreia do Norte para consolidar apoio de seus dois principais parceiros, num momento em que Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão ampliam sua própria cooperação trilateral, incluindo um acordo recente para promover conjuntamente reatores modulares pequenos no exterior.

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