Coreia do Norte·2 min de leitura·Autor: Koreabw AI Desk

Comércio entre Coreia do Norte e China cresce no 1º semestre de 2026 apesar de queda em junho

Dados da alfândega chinesa divulgados na segunda-feira mostraram que o comércio entre Coreia do Norte e China cresceu na comparação anual no primeiro semestre de 2026, mesmo com uma desaceleração mensal em junho.

Atualizado em: 20 de jul. de 2026, 13:02 GMT-3
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Dados da alfândega chinesa divulgados na segunda-feira mostraram que o comércio entre Coreia do Norte e China cresceu na comparação anual no primeiro semestre de 2026, mesmo com uma desaceleração mensal em junho.

O comércio entre a Coreia do Norte e a China cresceu na comparação anual no primeiro semestre de 2026, segundo dados alfandegários chineses divulgados na segunda-feira, mesmo que os números mensais de junho tenham mostrado uma desaceleração em relação a picos anteriores.

A Administração Geral das Alfândegas da China informou que mercadorias no valor de quase US$ 252 milhões foram negociadas entre os dois países em junho, com as exportações norte-coreanas para a China somando cerca de US$ 37 milhões e as importações vindas da China chegando a aproximadamente US$ 215 milhões. A grande diferença entre os dois valores reflete o desequilíbrio histórico da relação, em que Pyongyang importa muito mais do que vende.

Apesar da queda no número de junho, o comércio acumulado no primeiro semestre do ano ficou acima do mesmo período de 2025, de acordo com os dados citados pela NK News. O aumento geral sugere que o comércio transfronteiriço tem se recuperado de forma constante desde as fortes interrupções causadas pelo fechamento de fronteiras norte-coreano durante a pandemia.

Os números reafirmam a posição da China como parceiro comercial amplamente dominante da Coreia do Norte, papel que Pequim mantém há anos apesar das sanções da ONU impostas por causa dos programas nuclear e de mísseis de Pyongyang. Grande parte do comércio registrado continua girando em torno de categorias já conhecidas, como têxteis, produtos processados e itens de cabelo humano, incluindo perucas, que seguem como impulsionadores constantes do comércio transfronteiriço nos últimos meses.

Analistas que acompanham o comércio externo norte-coreano observam que oscilações mensais são comuns e costumam estar ligadas a fatores sazonais, logística de fronteira e padrões de fiscalização em pontos de passagem como a ponte Hyesan-Changbai. A tendência mais ampla de alta anual, porém, aponta para uma normalização gradual dos fluxos comerciais após as interrupções dos últimos anos.

Como os dados alfandegários chineses continuam sendo uma das poucas janelas confiáveis para a opaca economia norte-coreana, essas informações seguem sendo acompanhadas de perto por pesquisadores que buscam avaliar a saúde da economia de Pyongyang, dependente do comércio, e os limites práticos da aplicação das sanções internacionais.

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