Ministros da Coreia do Sul entram em choque público sobre política para a Coreia do Norte
Os ministros das Relações Exteriores e da Unificação da Coreia do Sul discordaram publicamente esta semana sobre como se aproximar da Coreia do Norte, revelando divisões no governo de Lee Jae Myung.
Os ministros das Relações Exteriores e da Unificação da Coreia do Sul discordaram publicamente esta semana sobre como se aproximar da Coreia do Norte, revelando divisões no governo de Lee Jae Myung.
Uma divergência pública surgiu dentro do governo do presidente Lee Jae Myung sobre até onde e com que rapidez a Coreia do Sul deveria avançar para retomar o diálogo com a Coreia do Norte, depois que dois de seus principais ministros expuseram publicamente visões opostas sobre a estratégia nesta semana.
O chanceler Cho Hyun criticou o roteiro de engajamento apresentado pelo ministro da Unificação, Chung Dong-young, durante uma reunião de política com Lee realizada na quarta-feira, classificando o plano como "idealista" e afirmando que ele ainda não tinha respaldo de outros ministérios. A crítica pública e incomumente direta de um ministro a outro escancarou o quanto a estratégia de Seul em relação a Pyongyang segue indefinida, mesmo com Lee reiterando o desejo de reativar um diálogo paralisado há anos.
Desde que assumiu o cargo, Lee tem se apresentado como um pragmático disposto a explorar novos canais com o Norte, em contraste com a linha mais dura adotada por seu antecessor. Chung, um veterano da diplomacia intercoreana, vinha defendendo medidas mais concretas para atrair Pyongyang de volta à mesa de negociações, mas a resistência de Cho sugere que o Ministério das Relações Exteriores quer uma coordenação mais estreita com aliados e outras agências antes de qualquer avanço.
A divergência ocorre em meio a críticas de defensores de direitos humanos, que acusam o governo Lee de suavizar discretamente sua postura sobre violações de direitos humanos na Coreia do Norte, numa aparente tentativa de não irritar o regime de Kim Jong Un e manter a porta aberta para negociações. Essa abordagem tem gerado reações de grupos que argumentam que Seul corre o risco de abrir mão de cobrar responsabilidade em troca da mera possibilidade de conversas que Pyongyang, até agora, demonstrou pouco interesse em retomar.
A exposição pública das diferenças deixa Lee diante da tarefa delicada de conciliar visões concorrentes dentro do próprio governo antes de apresentar uma posição unificada a Pyongyang, Washington e outros atores envolvidos. A forma como o governo resolver essa disputa deve influenciar não apenas o tom de qualquer futura aproximação com a Coreia do Norte, mas também a percepção sobre a coesão da equipe de política externa de Lee.
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