Política Internacional·3 min de leitura·Autor: Koreabw AI Desk

Chanceleres da Coreia do Sul, EUA e Japão se reúnem em Manila

O chanceler sul-coreano Cho Hyun se reunirá com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o chanceler japonês Toshimitsu Motegi em Manila para tratar da Coreia do Norte, em meio a expectativas sobre um possível encontro bilateral separado entre Seul e Washington.

Atualizado em: 21 de jul. de 2026, 13:04 GMT-3
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O chanceler sul-coreano Cho Hyun se reunirá com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o chanceler japonês Toshimitsu Motegi em Manila para tratar da Coreia do Norte, em meio a expectativas sobre um possível encontro bilateral separado entre Seul e Washington.

O chanceler sul-coreano Cho Hyun deve se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o chanceler japonês Toshimitsu Motegi nesta quarta-feira em Manila, à margem das reuniões ministeriais ligadas à ASEAN. O encontro trilateral busca coordenar políticas sobre a Coreia do Norte e reforçar a cooperação de segurança e econômica entre os três países, cerca de duas semanas após o trio se reunir à margem da cúpula da OTAN em Ancara, em 7 de julho.

Além da sessão trilateral, a atenção diplomática está voltada para a possibilidade de Cho e Rubio realizarem também um encontro bilateral formal. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul está organizando separadamente conversas bilaterais com Estados Unidos, Japão e China, mas um encontro exclusivo entre Cho e Rubio ainda não está confirmado. Diversas questões sensíveis continuam a pesar sobre a relação entre Seul e Washington, incluindo uma disputa envolvendo a empresa de comércio eletrônico Coupang, depois que um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA acusou autoridades sul-coreanas de discriminação regulatória contra a companhia de capital americano, além de pendências relacionadas ao compromisso de investimento sul-coreano de US$ 350 bilhões nos Estados Unidos. A embaixadora sul-coreana em Washington, Kang Kyung-wha, esteve em Seul entre 15 e 19 de julho para consultas com Cho e outras autoridades sobre esses temas, e o governo afirma estar trabalhando para definir os primeiros projetos previstos no acordo de investimento.

Mesmo sem um encontro bilateral formal, autoridades esperam que Cho e Rubio tenham oportunidades para conversas substantivas à margem da reunião trilateral e de outros encontros multilaterais em Manila. Os três chanceleres devem discutir a política em relação à Coreia do Norte, a cooperação de segurança trilateral, segurança econômica e desenvolvimentos regionais e globais mais amplos, incluindo o conflito no Oriente Médio e as tensões no Mar do Sul da China, temas recorrentes nos encontros ligados à ASEAN.

O aprofundamento dos laços entre Coreia do Norte, Rússia e China também deve ganhar destaque. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Park Il, afirmou na terça-feira que Seul acompanha de perto os recentes contatos entre Pyongyang e Moscou e Pequim, citando a recente viagem da chanceler norte-coreana Choe Son-hui à Rússia e o aumento de trocas de alto nível entre Coreia do Norte e China por ocasião do 65º aniversário do tratado bilateral de amizade. Segundo Park, Seul continuará a pressionar para que essas trocas contribuam para a paz e a estabilidade na península e incentivem o retorno de Pyongyang ao diálogo.

A esperada presença do chanceler russo Sergey Lavrov no Fórum Regional da ASEAN também chama a atenção, com Seul buscando avaliar a posição atual de Moscou sobre a Coreia do Norte após os encontros de Choe com o presidente Vladimir Putin e com Lavrov. Durante a reunião em Ancara, Cho, Rubio e Motegi reafirmaram o compromisso com a desnuclearização completa da península coreana e assinaram um marco de cooperação para promover a implantação de pequenos reatores modulares em terceiros países da região do Indo-Pacífico.

À margem dos encontros em Manila, Cho também tem reuniões bilaterais agendadas com seus homólogos da Austrália, Tailândia, Nova Zelândia, Brunei e Filipinas. O Fórum Regional da ASEAN, o único fórum multilateral de segurança do qual a Coreia do Norte historicamente participou, também será realizado, embora Pyongyang deva faltar pelo segundo ano consecutivo. Cho deve aproveitar o fórum para reafirmar o compromisso de Seul com a coexistência pacífica na península, ao mesmo tempo em que pede o retorno do Norte à mesa de negociações.

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