
POSCO Holdings tem lucro operacional 34,9% maior no 2º trimestre, impulsionado por lítio e GNL
A POSCO Holdings registrou alta de 34,9% no lucro operacional do segundo trimestre, com a unidade de lítio na Argentina lucrando pela primeira vez e a divisão de energia batendo recorde histórico, consolidando a estratégia 'Triple Core' do grupo sul-coreano.
A POSCO Holdings registrou alta de 34,9% no lucro operacional do segundo trimestre, com a unidade de lítio na Argentina lucrando pela primeira vez e a divisão de energia batendo recorde histórico, consolidando a estratégia 'Triple Core' do grupo sul-coreano.
A POSCO Holdings informou nesta quinta-feira (30) que sua receita consolidada no segundo trimestre somou 19,259 trilhões de wones, com lucro operacional de 819 bilhões de wones, alta de 34,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido atribuído à controladora disparou 808% na comparação anual, para 761 bilhões de wones, em um trimestre marcado por ganhos vindos de fora do negócio tradicional de aço.
O destaque foi a POSCO Argentina, unidade responsável pela extração de lítio a partir de salmoura, que registrou seu primeiro lucro operacional trimestral da história depois de estabilizar a produção e reduzir custos na primeira planta do projeto. A unidade havia registrado prejuízo tanto no trimestre anterior quanto no mesmo período de 2025. A joint venture de materiais para baterias POSCO Filbara Lithium Solution também reduziu fortemente suas perdas, enquanto a POSCO Future M teve lucro bem mais alto, beneficiada por efeitos positivos na avaliação de estoques e pela retomada das vendas a clientes-chave.
A área de energia também teve papel central no resultado. A POSCO International, braço de trading e energia do grupo, reportou lucro operacional trimestral recorde de 429 bilhões de wones, alta de 26,9% ante um ano antes e cerca de 14% acima das expectativas do mercado. Preços mais altos nos campos de gás em Mianmar, aumento da produção no projeto de gás Senex, na Austrália, recuperação de um empreendimento de gás na Indonésia que havia enfrentado dificuldades no início do ano, além de melhores resultados no comércio de GNL e nas operações de trading nos Estados Unidos, contribuíram para o avanço.
Já o núcleo siderúrgico teve um trimestre misto. A unidade de aço da POSCO, isoladamente, teve receita de 9,415 trilhões de wones, alta de 5,2% na comparação anual, mas o lucro operacional caiu 46,6% ano a ano, para 274 bilhões de wones, pressionado pelo aumento no custo das matérias-primas. Na comparação trimestral, porém, o lucro operacional do aço subiu 28,5%, com melhora simultânea de preços e volume de vendas; o preço médio de venda de produtos laminados a quente subiu cerca de 42 mil wones por tonelada.
No consolidado do grupo, a margem operacional avançou para 4,3%, alta de 0,3 ponto percentual ante o trimestre anterior, já que os ganhos em recursos estratégicos e energia compensaram a fraqueza do aço. A POSCO Holdings também acelerou a reestruturação de portfólio, concluindo 12 operações de desinvestimento no primeiro semestre que geraram 475,4 bilhões de wones em caixa, e elevou sua meta de geração acumulada de caixa com essas vendas para 3,5 trilhões de wones até 2028, ante meta anterior de 2,8 trilhões até 2027.
Os resultados reforçam a estratégia "Triple Core" promovida pelo presidente do grupo, Chang In-hwa, que coloca o aço ao lado de recursos estratégicos como lítio e terras raras, e de negócios de energia como GNL e renováveis, como três pilares para diversificar receitas além do mercado cíclico do aço. O grupo reservou 16,7 trilhões de wones em investimentos de crescimento para os próximos três anos para consolidar essa transformação.
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