
Coreia do Norte lança míssil balístico às vésperas de manobras EUA-Coreia do Sul
A Coreia do Norte disparou um míssil balístico da região de Wonsan em direção ao Mar do Leste, seu 11º teste do tipo em 2026, dias antes do início do exercício Ulchi Freedom Shield entre Coreia do Sul e Estados Unidos.
A Coreia do Norte disparou um míssil balístico da região de Wonsan em direção ao Mar do Leste, seu 11º teste do tipo em 2026, dias antes do início do exercício Ulchi Freedom Shield entre Coreia do Sul e Estados Unidos.
A Coreia do Norte lançou um míssil balístico em direção ao Mar do Leste na madrugada de quarta-feira, informaram autoridades sul-coreanas e japonesas, no segundo teste de armamento de Pyongyang em menos de uma semana e o 11º lançamento balístico suspeito registrado em 2026. O teste ocorreu poucos dias antes de Coreia do Sul e Estados Unidos darem início ao exercício militar conjunto anual Ulchi Freedom Shield.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul afirmou que o míssil foi detectado por volta das 6h no horário local, disparado da região de Wonsan, e percorreu mais de 700 quilômetros antes de cair. As forças armadas disseram ter reforçado a vigilância e estar compartilhando informações de perto com Washington e Tóquio. O Ministério da Defesa do Japão informou em redes sociais que o suposto míssil balístico já havia caído, sem fornecer mais detalhes sobre sua trajetória ou ponto de impacto.
O lançamento ocorre após um teste de míssil balístico de curto alcance em 6 de agosto, também disparado da região de Wonsan, que havia sido a primeira atividade do tipo desde o final de junho. Pyongyang não confirmou oficialmente nenhum dos dois lançamentos.
O momento chama atenção às vésperas do exercício Ulchi Freedom Shield, que terá 11 dias de duração a partir de 17 de agosto e contará com cerca de 18 mil soldados sul-coreanos, um contingente semelhante ao de anos anteriores. Seul e Washington descrevem a manobra como puramente defensiva, mas a Coreia do Norte historicamente a condena como um ensaio de invasão e costuma responder com testes de armamento.
Lim Eul-chul, especialista em Coreia do Norte da Universidade Kyungnam, disse à agência AFP que Pyongyang "nunca deixou passar um exercício militar conjunto entre Coreia do Sul e Estados Unidos sem reagir". Segundo ele, o novo lançamento é um sinal de que o regime está observando de perto as manobras e pode realizar novas provocações caso julgue necessário.
O teste de míssil ocorre em meio a uma escalada mais ampla na retórica norte-coreana contra o Japão: desde julho, Pyongyang criticou publicamente a postura de defesa de Tóquio pelo menos sete vezes, incluindo uma recente condenação ao livro branco de defesa japonês. A Coreia do Norte também tem sido alvo de escrutínio por seus laços militares crescentes com a Rússia; o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou nesta semana que Moscou usou um míssil balístico de fabricação norte-coreana em um ataque que matou sete trabalhadores em uma siderúrgica em Zaporizhzhia.
Com as tensões já elevadas na região, analistas apontam que o padrão norte-coreano de realizar testes em torno dos exercícios aliados sugere que Pyongyang continuará usando lançamentos de mísseis como ferramenta para sinalizar descontentamento e manter poder de barganha ao longo das manobras.
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