Política Internacional·2 min de leitura·Autor: Koreabw AI Desk

Nova embaixadora dos EUA na Coreia do Sul, Michelle Steel, chega a Seul e promete fortalecer aliança 'inabalável'

Michelle Steel, a primeira embaixadora dos EUA na Coreia do Sul desde o retorno de Donald Trump à presidência, chegou a Seul nesta quinta-feira prometendo aprofundar a parceria bilateral em meio a negociações comerciais e de segurança.

Atualizado em: 30 de jul. de 2026, 21:04 GMT-3
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Michelle Steel, a primeira embaixadora dos EUA na Coreia do Sul desde o retorno de Donald Trump à presidência, chegou a Seul nesta quinta-feira prometendo aprofundar a parceria bilateral em meio a negociações comerciais e de segurança.

Michelle Steel, recém-confirmada embaixadora dos Estados Unidos na Coreia do Sul, desembarcou em Seul nesta quinta-feira e já deixou claro que sua missão será preservar o que descreveu como uma das alianças bilaterais mais sólidas do mundo. Em declarações à imprensa no Aeroporto Internacional de Incheon logo após a chegada, Steel afirmou que a relação entre Washington e Seul existe há mais de um século e foi "forjada em guerra", tendo sido testada repetidamente ao longo de décadas de cooperação.

A embaixadora classificou a aliança como "inabalável" e disse pretender garantir que ela continue servindo como pilar de estabilidade regional. Sua chegada marca um momento simbólico para o cargo: ela é a primeira embaixadora a assumir o posto em Seul desde que Donald Trump retornou à Presidência, e apenas a segunda coreana-americana a ocupar a função, depois de Sung Kim, que serviu entre 2011 e 2014. O posto estava vago desde que Philip Goldberg deixou o cargo em janeiro de 2025, período em que a embaixada foi administrada por diplomatas interinos.

A recepção não foi isenta de tensões. Um pequeno grupo de ativistas civis se reuniu no aeroporto em protesto, exibindo cartazes que criticavam declarações anteriores de Steel sobre o tratamento regulatório dado à Coupang, a gigante de comércio eletrônico de origem americana que opera amplamente na Coreia do Sul. A polícia impediu que os manifestantes se aproximassem da embaixadora durante sua passagem pelo terminal.

A questão da Coupang deve ser um dos primeiros pontos de atrito de seu mandato. Durante sua audiência de confirmação no Senado, em maio, Steel sinalizou que pressionaria contra o que considera fiscalização regulatória injusta sobre empresas americanas que operam na Coreia, e teria se reunido com representantes da Coupang e do Google em Washington antes de partir para o novo posto.

Além das disputas corporativas, a agenda de Steel deve se encher rapidamente de temas de alto impacto: o compromisso sul-coreano de investir US$ 350 bilhões nos Estados Unidos, negociações tarifárias em curso, as ambições de Seul de construir submarinos de propulsão nuclear, possíveis revisões nas regras de cooperação nuclear civil e o desafio persistente dos programas armamentistas da Coreia do Norte. Autoridades sul-coreanas afirmaram esperar anunciar os primeiros projetos do pacote de investimentos já em agosto ou setembro.

Um funcionário do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul disse à imprensa que o governo recebe bem a chegada de Steel e espera que ela ajude a destravar discussões paralisadas, observando que os dois países têm "uma ampla gama de questões" a tratar diante de um cenário de segurança e economia em rápida mudança.

Embora já tenha começado a trabalhar na embaixada, os compromissos formais de Steel com o governo sul-coreano só começarão depois que ela entregar uma cópia de suas credenciais diplomáticas ao Ministério das Relações Exteriores, previsto para o início da próxima semana, quando autoridades seniores retornarem da viagem do presidente Lee Jae Myung à América do Sul. Nascida em Seul em 1955, antes de sua família se estabelecer nos Estados Unidos, Steel já atuou no Conselho de Equalização Tributária da Califórnia, como supervisora do condado de Orange e cumpriu dois mandatos na Câmara dos Representantes dos EUA.

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